segunda-feira, 17 de julho de 2006
A Bênção do Trabalho
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É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos
que nos pertubam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao
próximo, no enriquecimento de nós mesmos.
Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho
de terra onde a Providência Divina nos situou.
Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem,
exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro
da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação
dos outros.
Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não
atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem
retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.
O trabalho é uma instituição de Deus.
SENDA DE PERFEIÇÃO
Quem move as mãos no serviço,
Foge à treva e à tentação.
Trabalho de cada dia
É senda de perfeição.
MEIMEI
(Mensagem do livro "Pai Nosso", recebida
pelo médium Francisco Cândido Xavier -
Edição FEB.)
Postado por Gabi às 14:24:15
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Mensagens de Meimei
CÂNTICOS DE LOUVOR
Quando a vida começava no mundo, os pássaros sofriam bastante.
Pousavam nas árvores e sabiam voar, mas como haviam de criar os filhotinhos? Isso era muito difícil.
Obrigados a deixar os ovos no chão, viam-se, quase sempre, perseguidos e humilhados.
A chuva resfriava-os e os grandes animais, pisando neles, quebravam-nos sem compaixão.
E as cobras? Essas rastejavam no solo, procurando-os para devorá-los,
na presença dos próprios pais, aterrados e trêmulos.
Conta-se que, por isso, as aves se reuniram e rogaram ao Pai
Celestial lhes desse o socorro necessário.
Deus ouviu-as e enviou-lhes um anjo que passou a orientá-las
na construção do ninho.
Os pássaros não dispunham de mãos; entretanto, o mensageiro
inspirou-os a usar os biquinhos e, mostrando-lhes os braços amigos
das árvores, ensinou-os a transportar pequeninas migalhas da floresta,
ajudando-os a tecer os ninhos no alto.
Os filhotinhos começaram a nascer sem aborrecimentos, e, quando
as tempestades apareceram, houve segurança geral.
Reconhecendo que o Pai Celeste havia respondido às suas
orações, as aves combinaram entre si cantar todos os dias,
em louvor do Santo Nome de Deus.
Por essa razão, há passarinhos que se fazem ouvir pela manhã,
outros durante o dia e outros, ainda, no transcurso da noite.
Quando encontrarmos uma ave cantando, lembremo-nos, pois,
de que do seu coraçãozinho, coberto de penas, está saindo o
eterno agradecimento que Deus está ouvindo nos céus.
Da obra: Pai Nosso, psicografia de Francisco Cändido Xavier
EXISTÊNCIA DE DEUS
Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor
e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de
grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:
- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe,
quando nem ao menos sabes ler?
O crente fiel respondeu:
- Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.
- Como assim? - indagou o chefe, admirado.
O servo humilde explicou-se:
- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente,
como reconhece quem a escreveu?
- Pela letra.
- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?
- Pela marca do ourives.
LUZES DO ENTARDECER
Conserva contigo os companheiros idosos,
com a alegria de quem recebeu da
vida o honroso encargo de reter, junto do coração,
as luzes remanescentes do
próprio grupo familiar.
Reflete naqueles que te preservaram a existência
ainda frágil, nos panos do berço,
nos que te equilibraram os primeiros passos, nos
que afagaram os sonhos da meninice
e naqueles outros que te auxiliaram a pronunciar o nome de Deus.
Já que atravessaram o caminho de muitos janeiros, pensa no heroísmo
silencioso com que te ensinaram a valorizar os tesouros do tempo, nas
dificuldades que terão vencido para serem quem são, no suor que lhes
alterou as linhas da face e nas lágrimas que lhes alvejaram os cabelos.
E quando, porventura, te mostrem azedume ou desencanto, escuta-lhes
a palavra com bondade e paciência . . .
Não estarão, decerto, a ferir-te e sim provavelmente algo murmurando
contra dolorosas recordações de ofensas recebidas, que trancam no peito,
a fim de não complicarem os dias dos seres que lhe são especialmente queridos ! . . .
Ama e respeita os companheiros idosos ! São eles as vigas que te
escoram o teto da experiência e as bases do que hoje te levantas para seres que és . . .
Auxilia-os, quando puderes, porquanto é possível que, no dia da
existência humana. Venhas igualmente a conhecer o brilho e a
sombra que assinalam no mundo, a hora do entardecer.
VENHA A NÓS O TEU REINO
"Venha a nós o teu reino..." - assim rogou Jesus ao Pai Celestial,
sabendo que só o Plano de Deus pode conceder-nos a verdadeira
felicidade. Mas, o Mestre não se limitou a pedir; ele trabalhou e se
esforçou para que o Reino do Céu encontrasse as bases necessárias na Terra.
Espalhou, com as próprias mãos, as bênçãos da paz e da alegria,
a fim de que os homens se fizessem melhores.
Uma locomotiva não corre sem trilhos adequados.
Um automóvel não avança sem a estrada que lhe é própria.
Um prato bem feito precisa ser preparado com todos os temperos necessários.
Assim também, o auxílio celeste reclama o nosso esforço.
É sempre indispensável purificar o nosso sentimento para recebê-lo e difundi-lo.
Sem a bondade em nós, não poderemos sentir a bondade de
Deus ou entender a bondade de nossos semelhantes.
Quando é noite e reclamamos: - "Venha a nós a luz", é necessário
ofereçamos a lâmpada ou a candeia, para que a luz resplandeça entre nós.
Se rogamos a Graça Divina, preparemos o sentimento para entendê-la
e manifestá-la, a fim de que a felicidade e a harmonia vivam conosco.
Jesus trabalhou pela vinda da Glória do Céu ao mundo, auxiliando
a todos e ajudando-nos até à cruz do sacrifício, dando-nos a entender
que o Reino de Deus é Amor e só pelo Amor brilhará entre os homens para sempre.
Da obra: Pai Nosso, psicografia de Francisco Cändido
Postado por Gabi às 14:23:18
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Confia Sempre
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Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente,
erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.
Crê e trabalha.
Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu
permanecerá.
De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam
a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio
é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
Luta e serve. Aprende e adianta-te.
Brilha a alvorada além da noite.
Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te
atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te
com a morte...
Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.
MEIMEI
(Mensagem recebida pelo médium
Francisco Cândido Xavier)
Postado por Gabi às 14:20:47
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Livros












Postado por Gabi às 14:20:24
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Homenageada por tantas casas espíritas, que adotam o seu nome; autora de vários livros psicografados por Chico Xavier, entre eles: "Pai Nosso", "Amizade", "Palavras do Coração", "Cartilha do bem", "Evangelho em Casa", "Deus Aguarda", "Mãe" etc... e, no entanto, tão pouco conhecida pelos testemunhos que teve de dar quando em vida, Irma de Castro - seu nome de batismo - foi um exemplo de resignação ante a dor, que lhe ceifou todos os prazeres que a vida poderia permitir a uma jovem cheia de sonhos e de esperanças. Nascida em 22 de outubro de 1922, na cidade de Mateus Leme, MG, transferiu residência para Belo Horizonte em 1934, onde conheceu Arnaldo Rocha, com quem se casou aos 22 anos de idade, tornando-se então, Irma de Castro Rocha. O casamento durou apenas dois anos, pois veio a falecer com 24 anos de idade, por complicações generalizadas devidas a uma nefrite crônica.
A Origem da Doença
Durante toda a infância Meimei teve problemas em suas amígdalas. Tinha sua região glútea toda marcada por injeções. Logo após o casamento, voltou a apresentar o quadro, tendo que se submeter a uma cirurgia para extração dessas glândulas. Infelizmente, após a operação, um pequeno pedaço permaneceu em seu corpo, dando origem a todo o drama que viria a ter que enfrentar, pois o quadro complicou-se com perturbações renais que culminaram com hipertensão arterial e craniana.
O Sofrimento
Devido à hipertensão, passou a apresentar complicações oculares, perdendo progressivamente a visão e tendo que ficar dia e noite em um quarto escuro, sendo que nos dois últimos dias de vida já estava completamente cega. Durante os últimos dias de vida, o sofrimento aumentou. Tinha de fazer exames de urina, sangue e punções na medula, semanalmente. Segundo Arnaldo Rocha, seu marido, Meimei viveu esse período com muita resignação, humildade e paciência.
A Desencarnação
Os momentos finais foram muito dolorosos. Seus pulmões não resistiram, apresentando um processo de edema agudo, fazendo com que ela emitisse sangue pela boca. Seus últimos trinta minutos de vida foram de desespero e aflição. Mas, no final deste quadro, com o encerramento da vida física, seu corpo voltou a apresentar a expressão de calma que sempre a caracterizou. Meimei foi enterrada no cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.
Surge Chico Xavier
Aproximadamente cinqüenta dias após a desencarnação da esposa, Arnaldo Rocha, profundamente abatido, acompanhado de seu irmão Orlando, que era espírita, descia a Av. Santos Dumont, em Belo Horizonte, quando avistou o médium Chico Xavier. Arnaldo não era espírita e nunca privara da companhia do médium até aquele momento. Quase dez anos atrás haviam-no apresentado a ele, muito rapidamente. Ele devia ter pouco mais de doze anos. O que aconteceu ali, naquele momento, mudou completamente sua vida. E é ele mesmo quem narra o ocorrido: "Chico olhou-me e disse: "Ora gente, é o nosso Arnaldo, está triste, magro, cheio de saudades da querida Meimei"... Afagando-me, com a ternura que lhe é própria, foi-me dizendo: "Deixe-me ver, meu filho, o retrato de nossa Meimei que você guarda na carteira." E, dessa forma, após olhar a foto que Arnaldo lhe apresentara, Chico lhe disse: - Nossa querida princesa Meimei quer muito lhe falar!" E, naquela noite, em uma reunião realizada em casa de amigos espíritas de Belo Horizonte, Meimei deixou sua primeira mensagem psicografada. E, com o passar dos anos, Chico foi revelando aos amigos mais chegados que Meimei era a mesma Blandina, citada por André Luiz na obra "Entre a Terra e o Céu" (capítulos 9 e 10), que morava na cidade espiritual "Nosso Lar"; disse, também, que ela é a mesma Blandina, filha de Taciano e Helena, que Emmanuel descreve no romance "Ave Cristo", e que viveu no terceiro século depois de Jesus.
Enfim, para concluir, resta apenas dizer que "Meimei" era um apelido carinhoso que o casal Arnando-Irma passou a usar, após a leitura de um conto chamado "Um Momento em Pequim", de autor americano. Ambos passaram a se tratar dessa forma: "Meu Meimei". E, segundo Arnaldo, Chico não poderia saber disso.
Materialização de Meimei
"Uma noite, sentimos um delicioso perfume. Intimamente, achei que era o mesmo que Meimei costumava usar. Surpreendi-me quando percebi que o corredor ia se iluminando aos poucos, como se alguém caminhasse por ele portando uma lanterna. Subitamente, a luminosidade extinguiu-se. Momentos depois, a sala iluminou-se novamente. No centro dela, havia como que uma estátua luminescente. Um véu cobria-lhe o rosto. Ergueu ambos os braços e, elegantemente, etereamente, o retirou, passando as mãos pela cabeça, fazendo cair uma cascata de lindos cabelos pretos, até a cintura. Era Meimei. Olhou-me, cumprimentou-me e dirigiu-se até onde eu estava sentado. Sua roupagem era de um tecido leve e transparente. Estava linda e donairosa! Levantei-me para abraçá-la e senti o bater de seu coração espiritual. Beijamo-nos fraternalmente e ela acariciou o meu rosto e brincou com minhas orelhas, como não podia deixar de ser. Ao elogiar sua beleza, a fragrância que emanava, a elegância dos trajes, em sua tênue feminilidade, disse-me: - "Ora, meu Meimei, aqui também nos preocupamos com a apresentação pessoal! A ajuda aos nossos semelhantes, o trabalho fraterno fazem-nos mais belos e, afinal de contas, eu sou uma mulher! Preparei-me para você, seu moço! Não iria gostar de uma Meimei feia!"
Texto de Arnaldo Rocha. Trecho do livro "Chico Xavier - Mandato de Amor". União Espírita Mineira - Belo Horizonte, 1992.
Postado por Gabi às 14:18:52
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Seu nome de batismo, aqui na terra, foi IRMA CASTRO. Nasceu a 22 de Outubro de 1.922, em Mateus Leme-MG. Aos 2 anos de idade sua familia transferiu-se para Itaúna-MG. Constava de pai, mãe e 4 irmãos: RUTH, CARMEN, ALAIDE e DANILO. Os pais eram ADOLFO CASTRO e MARIANA CASTRO. Com 5 anos ficou orfã de pai.
MEIMEI foi desde criança diferente de todos pela sua beleza fisica e inteligência invulgar.
Era alegre, comunicativa, espirituosa, espontânea.
O convivio com ela, em familia, foi para todos uma dádiva do Céu. Cursou com facilidade o curso primário, matriculando-se, depois, na Escola Normal de Itaúna; porém, a moléstia que sempre a perseguia desde pequena - nefrite - manifestou-se mais uma vez quando cursava com brilhantismo o 2º ano Normal. Sendo a primeira aluna da classe, teve que abandonar os estudos. Mas, muito inteligente e ávida de conhecimentos, foi apurando sua cultura através da boa leitura, fonte de burilamento do seu espírito. Onde quer que aparecesse era alvo de admiração de todos.
Irradiava beleza e encatamento, atraindo a atenção de quem a conhecesse. Ela, no entanto, modesta, não se orgulhava dos dotes que DEUS lhe dera. Profundamente caridosa, aproximava-se dos humildes com a esmola que podia oferecer ou uma palavra de carinho e estímulo. Pura, no seu modo simples de ser e proceder não era dada a conquistas próprias da sua idade, apesar de ser extremamente bela. Pertencia à digna sociedade de Itaúna.
Algum tempo depois, transferiu-se para Belo Horizonte, em companhia de uma das irmãs, ALAIDE, a fim de arranjar colocação. Estava num período bom de saúde, pois a moléstia de que era portadora, ia e vinha, dando-lhe até, às vezes, a esperança de que havia se curado. Foi nessa época que conheceu ARNALDO ROCHA com quem se casou aos 22 janeiros de idade. Viviam um lindo sonho de amor que durou 2 anos apenas, quando adoeceu novamente.
Esteve acamada três meses, vítima da pertinaz doença - nefrite crônica. Apesar de todos os esforços e desvelos do esposo, cercada de médicos, veio a falecer no dia 1º de Outubro de 1.946, em Belo Horizonte.
Logo depois, seu espírito já esclarecido começou a manifestar-se através de mensagens psicografadas por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, e prossegue nessa linda missão de esclarecimento e consolo, em páginas organizadas em várias obras mediúnicas, que têm se espalhado por todo o Brasil e até além das nossas fronteiras.
Seu nome "MEIMEI" (expressão chinesa que significa "amor puro"), agora tão venerado como um "Espírito de Luz", foi lhe dado em vida, carinhosamente, pelo esposo ARNALDO ROCHA.
Postado por Gabi às 14:17:36
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